Lula escala ministros para garantir palanques em estados importantes para disputa eleitoral deste ano. Camilo Santana é um deles

  • 02/02/2026

De olho na montagem de palanques competitivos nos principais estados do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a articulação política para fortalecer alianças regionais para a disputa eleitoral de 2026. A estratégia inclui pressão direta para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), dispute o governo de São Paulo, além do engajamento de ministros com forte capital político em missões eleitorais consideradas estratégicas pelo Palácio do Planalto. É o caso do ministro da Educação, Camilo Santana, que deverá sair do Governo para ajudar na reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará.

A avaliação interna é de que Lula não pode chegar à próxima disputa presidencial com apoios frágeis em estados de grande peso eleitoral, o que poderia comprometer o desempenho nacional da campanha. Auxiliares do presidente afirmam que há preocupação especial com a possibilidade de partidos de centro, hoje representados na Esplanada dos Ministérios, se aproximarem de candidaturas bolsonaristas nos estados. Diante da dificuldade de formalizar alianças amplas, a orientação tem sido dialogar com diferentes setores dessas legendas para evitar que fechem acordos estruturados com o campo adversário.

Em São Paulo, a definição mais concreta envolve a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB). Após conversas recentes com Lula, ela aceitou disputar o Senado pelo estado e deve deixar o ministério até o fim de março para viabilizar a mudança de domicílio eleitoral. No Planalto, a avaliação é de que sua candidatura amplia o alcance do palanque lulista, especialmente junto ao eleitorado de centro.

Outro movimento observado no estado é o da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que passou a dialogar com partidos da base e fora dela sobre uma possível candidatura ao Senado.