Ataques dos EUA e Israel ao Irã ampliam conflito no Oriente Médio. Pelo menos 14 países podem ser atingidos e estrangeiros tentam deixar a região
Os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã ampliaram o conflito no Oriente Médio. Pelo menos 14 países podem ser atingidos. Estrangeiros tentam deixar a região. A recomendação de saída imediata abrange Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Cisjordânia ocupada e Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. O alerta ocorre em meio à intensificação dos bombardeios e à deterioração das condições de segurança em diversas áreas.
Nesta terça-feira, dia 3 de março, a embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita, foi atingida por dois drones iranianos. O local estava vazio e não houve mortos ou feridos, disse a representação americana.
A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã já mostraram os primeiros efeitos econômicos. O dólar subiu e passou dos R$ 5,15, e os preços do petróleo dispararam, com o barril do Brent subindo mais de 7,5% e se aproximando de US$ 80.
O que começa no mercado financeiro, logo pode se transferir para o bolso dos brasileiros. Com dólar e petróleo mais caros, cresce a expectativa de aumento nos preços de combustíveis e de energia, que têm efeitos indiretos sobre o transporte, a indústria e até o agronegócio.
O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou à GloboNews que o Brasil deve se preparar para o pior diante do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, no Oriente Médio.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou o embaixador. Ao ser questionado sobre o que seria “o pior”, Amorim mencionou um possível alastramento do conflito na região.

