Governo Lula prepara reação após rejeição de Jorge Messias. Congresso ainda pode aprovar redução de penas para golpistas nesta quinta-feira

  • 30/04/2026

Apos ter o nome do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, rejeitado para ministro do STF, o presidente Lula convocou uma reunião na noite desta quarta-feira, dia 29 de abril, no Palácio da Alvorada, em Brasília, com a participou do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A ordem é reorganizar a base de apoio no Congresso Nacional no embate com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que atuou diretamente na rejeição de Jorge Messias.

Nas conversas de bastidores no Senado, a negociação para a derrota de Messias incluiu o compromisso de setores da direita e do Centrão de apoiar Davi Alcolumbre para um novo mandato à frente da Casa no biênio 2027/2028. A disputa pelo comando do Senado é considerada decisiva por diferentes grupos políticos, principalmente pelo papel da Casa na análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. 

O Governo Lula avalia medidas políticas como reação. Entre as possibilidades está a exoneração de indicados ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ocupam cargos na administração federal. Entre aliados, a avaliação de que uma nova indicação ao STF poderá ser adiada para depois das eleições, enquanto o governo busca recompor sua base e evitar novos desgastes políticos. Alcolumbre também deixou claro que só deve aceitar uma nova indicação após as eleições de outubro.

Nesta quinta-feira, dia 30, o Governo Federal pode sofrer uma nova derrota no Congresso Nacional. Em votação conjunta do Senado e Câmara, será analisado o veto do presidente Lula ao projeto que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A base governista aponta uma articulação política para derrubar a decisão presidencial e beneficiar investigados. O movimento integra um acordo mais amplo com impactos sobre o sistema de justiça e a responsabilização de envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.

“A primeira etapa da aliança entre o bolsonarismo e o Centrão foi concluída com a rejeição de Jorge Messias no Senado. Hoje, essa mesma articulação avança para a segunda etapa do acordão: blindar o andar de cima no escândalo de Vorcaro, proteger seus tentáculos na cúpula política e reduzir penas para fabricar impunidade”, disse o deputado federal Lindenberg Farias, do PT do Rio de Janeiro.