Centrão retira nomes da pauta para adiar fim da escala de trabalho 6×1 por 10 anos. Deputados da extrema-direita ficam isolados na defesa da proposta

  • 22/05/2026

Em uma reviravolta na Câmara dos Deputados, líderes do Centrão e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pediram a retirada de tramitação da emenda que pretendia adiar o fim da escala 6×1 por 10 anos. A manobra, que reunia cerca de 176 assinaturas, sofreu forte desgaste político. O medo dos parlamentares tem relação com a proximidade da campanha eleitoral. Agora, os deputados da extrema-direita ficaram isolados na defesa da proposta que impede os trabalhadores de terem mais tempo para o descanso semanal.

A proposta do deputado Sérgio Turra (PP-RS) previa uma transição de 10 anos e criava brechas para jornadas de até 52 horas semanais, além de reduzir a contribuição patronal ao FGTS. Devido à forte repercussão negativa e pressão popular, dezenas de parlamentares retiraram suas assinaturas.

A apresentação do parecer final pelo relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi adiada, mas as discussões sobre o texto-base continuam. O Governo Federal defende a implementação da jornada de 40 horas semanais e o direito a dois dias de folga (escala 5×2) sem qualquer redução de salário ou período de transição estendido.

A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e do fim da escala 6×1 adiou, para próxima segunda-feira, dia 25, a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).