Contra o fim da escala de trabalho 6×1 desde o início da tramitação da matéria, PL de Bolsonaro diz agora defender escala 4×3. Votação em plenário deve ocorrer nesta quinta-feira
A extrema-direita usa de todos os artifícios para barrar o fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso. Após negociação entre o presidente Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para que a matéria avance, a estratégia do PL de Bolsonaro é criar um novo fato para atrapalhar a votação da matéria, prevista para está quinta-feira, dia 28 de maio.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, anunciou que a bancada do partido mudou de posição e apoiará o fim da escala 6×1, apresentando a escala 4×3 como alternativa. A estratégia é propor um destaque de preferência para votar o modelo de quatro dias trabalhados e três de folga, desafiando partidos de esquerda a aprovarem a medida.
A base governista e o relator da PEC na comissão, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), trabalham com a diretriz principal de limitar a jornada a 40 horas semanais (escala 5×2), com dois dias de descanso e sem redução salarial. O avanço das propostas tem gerado discussões acaloradas sobre a transição e a viabilidade dos modelos no país. Nesta quarta-feira, dia 27, a matéria deve ser analisada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

