Lula reage a decisão dos EUA de classificar facções como organizações terroristas no Brasil. “Vamos defender nossa soberania e não aceitamos ser tratados como moleque”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a decisão do governo de Donald Trump de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Em pronunciamento oficial, Lula defendeu veementemente a soberania do Brasil, afirmando que o país “não aceita ser tratado como moleque” ou como uma “republiqueta” por Washington.A reação brasileira ocorre em um momento de forte tensão diplomática e foca no risco de interferência externa e no uso político da segurança pública.
Lula garantiu que o Brasil tem total competência e firmeza para combater as facções dentro de suas próprias fronteiras por meio de leis nacionais. O petista expressou preocupação com declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indicando que a classificação abre brechas para justificativas de intervenções ou ações unilaterais americanas em solo brasileiro.
O presidente contra-atacou ao pontuar que as armas contrabandeadas que abastecem o crime organizado no Brasil e aterrorizam as comunidades vêm, em grande parte, dos próprios Estados Unidos.
O Palácio do Planalto divulgou uma nota oficial paralela subindo o tom contra a oposição. O texto classifica como “deplorável” a conduta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que se reuniu com Donald Trump e Marco Rubio na Casa Branca dias antes para pedir essa medida explicitamente. O governo rotulou os parlamentares envolvidos na articulação de “traidores da pátria” e “falsos patriotas” por estimularem a interferência estrangeira nos assuntos institucionais do Brasil.

