Polícia Civil apura fraude em contrato da Prefeitura de São Paulo e produtora do filme sobre Bolsonaro. É mais um problema na candidatura de Flávio
A Polícia Civil de São Paulo apura fraude em um contrato celebrado pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) no valor de R$ 108 milhões, um dinheiro que pode ter sido usado para o financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, em Brasília. É mais um problema na candidatura de Flávio Bolsonaro à presidente da República, que ainda não conseguiu explicar o uso do dinheiro recebido pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, hoje também preso.
Nessa segunda-feira, dia 1° de junho, a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca em apreensão na sede da Prefeitura da capital paulista e em mais sete endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama.
A operação foi motivada pela suspeita de fraude em um contrato celebrado pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) que determina a instalação de 5 mil pontos de wi-fi pela cidade ao custo de R$ 108 milhões para o município. Karina é dona dessa ONG.
O que a investigação apura é o destino desse dinheiro, que pode ter sido usado para o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, uma realização da produtora Go Up, que também pertence a Karina.
A Polícia Civil de São Paulo apontou que há indícios de desvio de finalidade e confusão patrimonial envolvendo a Karina e a Go Up; é preciso apurar a suspeita sobre se houve coincidência no fato de a ONG de Karina receber recursos da prefeitura de SP e ter iniciado a produção do filme; se o caso se trata de um desvio e finalidade e uso indireto dos recursos púbicos para produzir o filme.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, também pediu informações complementares aos órgãos que são obrigados por lei a fiscalizar a destinação e a aplicação do R$ 1 milhão em emendas enviados pelo deputado Mário Frias (PL-SP) à ONG Instituto Conhecer Brasil.

