Primeira Turma do STF condena ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coação em processo de trama golpista
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O colegiado validou a acusação de coação no curso do processo. A denúncia aponta que ele tentou interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no caso da trama golpista. A pena estipulada para o ex-parlamentar é de 4 anos e 2 meses de prisão. A punição deverá começar em regime inicial semiaberto.
Além disso, ele recebeu uma sanção financeira de R$ 162 mil reais. O montante equivale a 50 dias-multa, calculados em dois salários mínimos cada. O político também perde o cargo de escrivão da Polícia Federal e ficará inelegível por oito anos após o cumprimento da pena.
O ministro Alexandre de Moraes votou a favor da condenação. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o relator. O grupo entendeu que existem provas sólidas contra o réu. A Procuradoria-Geral da República propôs a denúncia aceita pelos magistrados.
O Ministério Público Federal reuniu provas de que Eduardo Bolsonaro agiu nos Estados Unidos. Ele articulou medidas junto ao governo do presidente Donald Trump. O intuito era criar um ambiente de instabilidade externa e pressionar o STF. Essas pressões resultaram em ameaças diretas e retaliações internacionais. Entre elas estão a aplicação de um tarifaço contra exportações do Brasil e o cancelamento de vistos de ministros. A estratégia tentava livrar Jair Bolsonaro da punição criminal. Apesar dessas ações no exterior, o ex-presidente acabou condenado a mais de 27 anos de prisão por seu envolvimento na tentativa de golpe.

