Defesa de Jair Bolsonaro justifica posse de arma em casa, mas oposição exige retorno do ex-presidente ao Complexo da Papuda
A defesa de Jair Bolsonaro justificou ao STF que a pistola Glock 9mm encontrada com seu segurança estava inoperante por ter tido o percussor removido pela equipe de proteção, sem o conhecimento prévio do ex-presidente. Segundo os advogados, a medida foi tomada por precaução porque Bolsonaro está sob tratamento com medicações psiquiátricas que afetam sua cognição. O armamento foi entregue a um militar para ser levado a manutenção após uma suposta falha detectada pelo ex-presidente.
O deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou uma petição direcionada ao ministro Alexandre de Moraes solicitando a revogação imediata da prisão domiciliar de Bolsonaro. O parlamentar pede que o ex-presidente retorne ao Complexo da Papuda em regime fechado. Lindbergh sustenta que a posse do equipamento é regular sob o Sistema de Gerenciamento de Armas do Exército (Sigma) e que o item não apresentava perigo imediato por estar desativado.
Já a defesa de Bolsonaro argumenta que a discussão não é administrativa, mas sim sobre a incompatibilidade material. Ele afirma que “prisão domiciliar continua sendo prisão” e que é inaceitável que um condenado classificado como líder de organização criminosa armada mantenha acesso a armas de fogo em seu local de custódia.
Caso o pedido de retorno ao regime fechado seja negado, Lindbergh solicitou subsidiariamente que o episódio seja utilizado como justificativa jurídica para impedir a renovação da prisão domiciliar de Bolsonaro, que passará por reavaliação no próximo dia 25 de junho.

