Elmano se encontra com vereadores de Fortaleza e faz caminhada em Baturité nesta quarta-feira. Ciro tem carreata em Itapajé
Os dois principais candidatos ao Governo do Ceará, Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB), seguem suas agendas de campanha nesta quarta-feira, dia 16 de setembro, com idas ao interior do Estado. Elmano fez caminhada pela manhã no bairro Siqueira, em Fortaleza, se encontra com vereadores na hora do almoço e participa de ato político, à noite, em Baturité. Ciro fez caminhada de manhã no Pirambu, em Fortaleza, e fará carreata em Itapajé no período da noite.
Nesta terça-feira, dia 15, durante o terceiro debate de TV entre os principais candidatos ao Governo do Estado, promovido pelo Sistema Jangadeiro em parceria com o UOL, o atual governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), e o opositor Ciro Gomes (PSDB), proporcionaram vários embates ideológicos, acusações e estratégias de segurança pública.
O principal estopim ideológico ocorreu quando Elmano de Freitas rebateu duramente críticas antigas e recentes de Ciro a aliados nacionais. O governador cobrou o candidato do PSDB por declarações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Você chama Lula de chefe de organização criminosa; eu o chamo de maior presidente do Brasil”, enfatizou Elmano, buscando amarrar a imagem do Governo Federal aos avanços do estado.
O tema central de propostas girou em torno da violência e do combate às facções. Ciro Gomes defendeu uma mudança drástica de estratégia, alegando que o aparato físico atual é insuficiente. Segundo ele, o caminho para desarticular o crime organizado passa essencialmente por inteligência profunda e investigação na cadeia de comando.
Já Elmano defendeu o histórico de sua gestão e propôs expandir a atual estrutura com a contratação de mais 6 mil profissionais e a criação de “quadrantes seguros”, além de clamar por maior integração com a Polícia Federal.
Outro ponto de atrito relevante envolveu a transposição do Rio São Francisco, onde ambos os candidatos trocaram acusações sobre a paternidade das obras e os atrasos históricos na liberação dos canais que abastecem o semiárido cearense.

