Fortaleza contra as Bets: Prefeito Evandro Leitão envia à Câmara Municipal projeto que proíbe anúncios de apostas em áreas públicas

  • 22/09/2026

A Prefeitura de Fortaleza anunciou uma medida rigorosa para combater os impactos socioeconômicos dos jogos de azar eletrônicos. O prefeito Evandro Leitão informou o envio de um projeto de lei à Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) que proíbe a publicidade de plataformas de apostas (as chamadas “bets”) em todas as áreas e espaços públicos do município.

O texto da proposta está em fase de elaboração pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) e deve ser formalmente protocolado no Legislativo nos próximos dias. A iniciativa visa conter o avanço desenfreado de anúncios em bens públicos, equipamentos municipais e no mobiliário urbano da capital cearense.

De acordo com o prefeito Evandro Leitão, a administração municipal não pode ficar inerte diante do cenário de endividamento e vulnerabilidade que o vício em apostas tem trazido para os lares fortalezenses. “Não podemos mais ficar de braços cruzados, observando tantas famílias e seus entes queridos em situações caóticas por conta dos jogos de azar. Não iremos mais admitir que espaços públicos tenham propaganda de bets ou algo semelhante aqui na cidade”, destacou o gestor municipal.

Com a aprovação da mensagem, Fortaleza busca despontar como uma das primeiras capitais do país a barrar de forma oficial esse modelo de veiculação em seus equipamentos públicos.

O presidente da CMFor, vereador Leo Couto, garantiu que a Câmara Municipal está pronta para dar celeridade e ampliar o debate sobre os impactos socioeconômicos das apostas. O parlamentar ressaltou que a Casa já vinha amadurecendo discussões internas ligadas ao tema, incluindo propostas anteriores para alteração do Código da Cidade.

A urgência municipal se alinha a um movimento nacional. Recentemente, o próprio Senado Federal avançou na discussão do PL 2.470/2026 para ampliar restrições à publicidade dessas plataformas em âmbito federal, demonstrando que a preocupação com a saúde mental e com a economia das famílias tornou-se prioridade entre os gestores públicos.