Ciro Gomes define chapa para concorrer nas eleições 2026 e abraça bolsonarismo no Ceará. Eduardo Girão critica acordo com PL
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) confirmou sua pré-candidatura ao Governo do Ceará, neste sábado, dia 16 de maio, em evento no Conjunto Ceará, em Fortaleza. E confirmou a aliança com o bolsonarismo no Estado para enfrentar o atual governador Elmano de Freitas (PT) na disputa do próximo mês de outubro. Ciro adiantou que Roberto Cláudio (União Brasil) deverá ser seu candidato a vice-governador, com Capitão Wagner (União Brasil) e Pastor Alcides (PL) na disputa pelo Senado.
Em discurso, Ciro Gomes concentrou as críticas aos problemas na segurança pública no Ceará como um dos motes a serem explorados durante a campanha eleitoral. No entanto, fugiu das polêmicas envolvendo o pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, envolvido em relações financeiras com o banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master), presidente por fraudes contra o sistema financeiro nacional. “Não vou me distrair com isso”, disse Ciro.
Enquanto Ciro Gomes lançava a pré-candidatura em Fortaleza, o senador Eduardo Girão (Novo), também identificado com o bolsonarismo, fazia o seu quarto evento de lançamento de pré-candidatura ao Governo do Estado, em Quixadá. Girão criticou o apoio do PL do Ceará a Ciro Gomes. “Apoiar um candidato de esquerda, como o PL do Ceará está fazendo, é um erro histórico. A população vai entender essa incoerência injustificável. Isso não é direita e nem é direito”, completou Eduardo Girão.

